Biden x Trump


Created on 02 Apr, 2024
Last Update on 02 Apr, 2024
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Biden e Trump são novamente os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos em 2024. Na última vez, em 2020, contra todos os prognósticos, Biden ganhou. A aposta continua a mesma. Será que Biden leva de novo?

Na tradição norte-americana, raramente o presidente perde a reeleição. Trump foi uma exceção. Por causa da sua idade e das apagadas que Biden, de vez em quando, tem, a sua imagem não anda tão bem assim.

Por outro lado, a economia norte-americana continua bem, apesar das altas taxas de juros aplicadas pelo FED, Banco Central dos Estados Unidos. É provável que o FED tenha que aumentar ainda mais a taxa de juro básica nos Estados Unidos, para tentar controlar a inflação, que voltou a subir com o aumento dos preços das commodities agrícolas.

Mesmo que esse aumento das taxas aconteça, os efeitos só serão sentidos em 2025. Esse assunto não deve afetar muito as eleições de novembro de 2024.

O fator que mais vai influenciar a decisão dos norte-americanos na escolha do seu presidente vai ser a Guerra Rússia x Ucrânia. Esse é o fato novo. Os Estados Unidos vê a guerra como uma grande oportunidade de destruir o Exército Russo. Que antes da guerra era uma grande ameaça para os norte-americanos. Agora já não é mais. A fraqueza que os russos demonstraram na guerra foi desmoralizante.

Biden estava dosando a entrega de armas aos ucranianos. Ele teme a implosão da Rússia e o nascimento de várias novas nações. Agora ele vê a questão de uma forma diferente. É o seu grande trunfo para ganhar as eleições.

Trump sabe disso e esconde esse argumento. Mas incentiva os republicanos a atrasarem a ajuda norte-americana aos ucranianos. Na realidade, Biden não precisa da aprovação do Congresso para enviar armas à Ucrânia. Ele pode enviar armas que já foram descartadas do exército norte-americano.

Essas armas estão estocadas e o fim mais comum é uma doação a preço simbólico aos aliados norte-americanos. Biden pode enviar essas armas aos ucranianos e simplesmente comunicar ao Congresso que está fazendo isso.

Com uma grande quantidade de novas armas, os ucranianos podem derrotar facilmente os russos. Biden sabe disso. Para um melhor efeito é muito importante que a derrota russa aconteça bem perto das eleições. Para que o povo norte-americano veja no ato uma consequência da sua administração. Os norte-americanos gostam de presidentes que ganham guerras. E odeiam os que perdem.

Para um maior efeito, seria bom que a derrota russa acontecesse um ou dois meses antes das eleições, em setembro ou outubro. Para que isso aconteça é preciso que um esforço maior na guerra aconteça um pouco antes. Calcular esse tempo das tropas russas entrarem em colapso é algo muito difícil.

A França caiu de joelhos na 2ª Guerra Mundial em quatro semanas. Ninguém conseguiu prever um colapso tão rápido assim. A Rússia esperava que a Ucrânia estivesse de joelhos em poucos dias. A maioria dos países europeus também tinha essa sensação. A realidade foi muito diferente.

Apesar dessa dificuldade, é possível estimar um prazo de dois a três meses. Ou seja, a ofensiva ucraniana deverá começar em maio ou junho. Logo após o período da lama. É desejável que as novas armas já estejam na Ucrânia um pouco antes, em março e abril. Ou seja, os norte-americanos já devem estar se preparando para enviar uma grande quantidade de armamentos neste momento para os ucranianos.

Toda essa discussão da aprovação ou não dos envios das armas deve ser só uma fumaça para tentar esconder o que os norte-americanos já estão fazendo. A ideia é tentar enganar os russos.

Os ucranianos estão demonstrando uma grande fraqueza nas frentes de batalhas, dizendo que está faltando munição. E estão atraindo os russos a fazerem grandes esforços para obter pífias vitórias. A guerra, antes de tudo, é um teatro. Tem muito fingimento.

Resumindo, Biden tem chances reais de ganhar a sua reeleição, se a Ucrânia ganhar a guerra.


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